quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Na luz ou nas trevas? [final]

"Como pode o jovem manter pura a sua conduta? 
Vivendo de acordo com a tua palavra”
Salmo 119.9

Se a Bíblia está dando a resposta, é porque ela existe, né? É porque isso é possível. Acho que estamos caminhando para a terceira e última parte deste estudo. Foram engraçados estes últimos dias. Estava pensando no que estava pensando e cheguei à conclusão de que nunca pensei tanto em sensualidade e pornografia como nestes dias, e fiquei imaginando a interpretação das pessoas que por acaso ouvissem esse meu pensamento solto. Haha!

Em momento algum quero parecer intolerante, quero apenas alertá-los para a necessidade de buscarmos a santidade, sermos puros no agir, falar e pensar, pra que possamos fazer a diferença neste mundo. Porque precisamos estar juntos ao pecador, para mostrar o caminho e mostrar também como vencer a corrida que nos está proposta [Hb 12.1], mas não podemos nos misturar ao pecado. Se fizermos isso, o sal será insípido, sem gosto, e não servirá para nada. É isso que queremos? Uma vida que não sirva para nada quando de nós poderiam correr fontes de águas cujos efeitos durariam para sempre? É muito comodismo, egoísmo ou mediocridade responder que sim.

Eu falei sobre os apelos da sensualidade em praticamente tudo que consumimos nesta sociedade, né? E andei me lembrando da pressão desses apelos sobre mim mesma. Vou contar. Uns meses atrás estreou um filme do Jake Gyllenhaal e da Anne Hathaway nos cinemas. Era uma história de amor, mas uma história muuuuito apimentada, pelo trailer e notícias que vi e li a respeito. O fator “história de amor” já seria algo que me atrairia pra ver este filme, a curiosidade pra ver esse casal que já gosto muito separadamente, também. Mas, além disso, perdoem-me os rapazes que acompanham o blog, eu acho o Jake tuuuudo de bom, ele é daqueles que arrancam suspiros extensos da minha pessoa. Eu cheguei a pensar “ah, tenho maturidade pra ver um filme desses e separar as coisas, não é pornô, só tem umas ceninhas mais ‘fortes’”. Mas qual a inteligência em ver um filme desse tipo com um cara que já mexe comigo, sendo eu solteira? Pra quê mexer com quem tá quieto [minha carne - rs]? [ps: eu disse ‘quieta’, não ‘imóvel’ nem ‘morta’! hehe]

Umas horas atrás fui baixar uma das séries que acompanho e entre as novas postagens de episódios tinha lá uma foto de uma série da HBO chamada True Blood. Não sei quantos já ouviram falar, ou mesmo assistiram. O máximo que vi foram matérias e talvez uma propaganda sobre ela, mas sei que é uma série de vampiros pra “adultos”, se é que me entendem. Orgia pura. Mas aquela droga de foto, da “mocinha” da série [a atriz que fez a Vampira, de X-men] cercada de vampiros descamisados, não vou negar, chama a minha atenção. Bate uma vontadezinha de ver aquela porcaria, sabe? Mas só porque dá vontade eu vou assistir [baixar, no caso, porque HBO, infelizmente ou felizmente, não tenho]? Eu não, tenho que ser mais esperta que isso. Já tem tanta coisa light nessa minha vida que me distrai do que é verdadeiramente importante, vou começar a ver uma série que vai despertar desejos e pensamentos que só vão me afastar daquilo que Deus quer falar e fazer? No way!

Estava aqui pensando em quantos casos de pessoas viciadas em sexo não ouvimos hoje em dia. Lembro que há uns dez anos atrás era raro ouvir o termo “ninfomaníaco”, e até engraçado. Se não estou enganada, o termo é mais voltado para as mulheres, talvez por isso hoje se fale quase que estritamente em “viciado/a em sexo”. Como esse descontrole tem crescido e originado coisas ainda mais abomináveis a Deus. Agora, como a Igreja vai ajudar alguém a ser liberto do jugo da sensualidade se estiver debaixo do mesmo jugo? É justamente isso que o diabo quer, que nos rendamos aos apelos da sensualidade sobre nós para que não tenhamos autoridade espiritual, por meio da qual poderíamos [poderemos, eu creio!] ser instrumentos na libertação e transformação dessas vidas.

O dia que terminei de ler o livro do pastor Marcos de Souza Borges, “A Face Oculta do Amor – desmascarando o espírito de sensualidade”, foi o mesmo dia que tive acesso à pesquisa da BEPEC sobre “O Crente e o Sexo”. Assustada pela comprovação daquilo que eu já imaginava através de dados, como, 20,55% dos jovens evangélicos entre 16-24 anos afirmaram ter vida sexual plena e ativa quando namorando, fui impactada pelo que o Coty tinha reservado pro final do livro. Na verdade, Deus está no controle de todas as coisas mesmo, né? Ele queria me falar algo, me desafiar.

Ele fez um paralelo entre a vida de dois grandes homens da Bíblia. Dois homens com um chamado de Deus, mas que não viveram da mesma forma diante d’Ele. Sansão tinha uma força física brutal, mas não tinha controle algum sobre seus desejos e coração. Apesar de existir um claro mandamento de Deus para que os israelitas não tomassem mulheres de outros povos, ele viu uma filisteia [os filisteus eram os principais inimigos de Israel na época] e quis tomá-la por mulher. Além de ser israelita, ele era separado por Deus para um propósito – derrotar os filisteus, e deveria zelar ainda mais pelos mandamentos d’Ele. Foi alertado pelos pais, mas não levou em consideração o conselho recebido. Pela resposta dele, conseguimos ter uma ideia de sua falta de sabedoria [não que Salomão tenha sabido usar a dele nessa área também, né?!]:

“Seu pai e sua mãe lhe perguntaram: ‘Será que não há mulher entre os seus parentes ou entre todo o seu povo? Você tem que ir aos filisteus incircuncisos para conseguir esposa?’ Sansão, porém, disse ao pai: ‘Consiga-a para mim. É ela que me agrada’”. Juízes 14.3

Daí, submetendo-se a um jugo desigual, desobedecendo ao conselho de Deus e dos pais, começou sua derrocada. Ele ainda teve grandes vitórias, mas foi derrotado em seu interior, ao dar espaço ao espírito de sensualidade. Esse casamento não saiu, antes, ele foi humilhado pelos filisteus e desrespeitado pela família da noiva, que a deu em casamento a um de seus amigos. Ferido, ele se entregou a uma prostituta em Gaza, até cair nos encantos de Dalila, que o traiu. Sansão foi atraído pelo espírito de sensualidade pelos olhos – ele via, e logo queria, mas no final das contas ficou sem eles. Em Juízes 16 lemos seu trágico final, ainda assim, lembrando-se do Senhor, ele, de certa forma, conseguiu vencer, matando mais homens em sua morte que em sua vida. Mas não acredito que precisava ser assim. Acredito que Deus tinha em mente um final mais feliz para Sansão.

O outro grande homem que é comparado a Sansão é José. Assim como Sansão, José tinha um lugar especial no plano de Deus para salvar o povo de Israel. Ao contrário de Sansão, José não teve uma vida fácil, ancorada pela família. Ainda jovem, seus irmãos o venderam como escravo por causa de ciúme do relacionamento dele com o pai. Provavelmente quando ele pensou que as coisas poderiam melhorar, já no Egito, ganhando a confiança do “chefe” ao ser levado para morar em sua casa e colocado como administrador de todos os seus bens, as coisas se complicaram. A mulher do “chefe” Potifar começou a assediar insistentemente o jovem José. Era o “teste da pureza”, segundo o Coty, pelo qual todo homem chamado por Deus passa. Esse teste “expressa nosso controle sobre os picos sentimentais e os desejos ardentes. É exatamente isso que faz a diferença entre alguém que anda e que não anda no espírito...”.

Como diriam alguns, essa endemoninhada dessa mulher atentou José de todo jeito que era possível... Assim, embora ela insistisse com José dia após dia, ele se recusava a deitar-se com ela e evitava ficar perto dela. Um dia ele entrou na casa para fazer suas tarefas, e nenhum dos empregados ali se encontrava. Ela o agarrou pelo manto e voltou a convidá-lo: ‘Vamos, deite-se comigo!’ Mas ele fugiu da casa, deixando o manto na mão dela”. [Gênesis 39.10-12] No versículo 9 deste mesmo capítulo, José responde ao primeiro apelo da mulher fazendo uma menção de respeito ao seu chefe e afirmando que não poderia cometer um pecado desses contra Deus! Mesmo depois de tudo o que ele passou, ele tinha o temor de Deus, continuava fiel, e a opinião do Pai a respeito dele era importante. Ele queria agradá-Lo. E para isso ele foi acusado de tentativa de estupro, indo parar na cadeia por longos anos. Mas Deus estava com ele e até mesmo em um lugar onde parecia não haver esperança, José prosperou. 

O resto da história [real] a gente conhece: José tornou-se o homem mais importante do Egito depois do Faraó e foi usado para salvar a vida das pessoas de seu tempo, e preservar a vida do povo de Deus, o povo de Israel, durante um período duro de fome. Nessa época ele pôde se reencontrar com o pai e os irmãos, e a família foi restaurada. Um reencontro lindo, contado em detalhes. José salvou um número de vidas que não podemos sequer imaginou, sem precisar morrer pra isso. “José permaneceu no Egito, com toda a família de seu pai. Viveu cento e dez anos e viu a terceira geração dos filhos de Efraim. Além disso, recebeu como seus os filhos de Maquir, filho de Manassés”. [Gênesis 50.22-23]
Coty analisa que Sansão e José “foram confrontados de maneira forte e insistente pelo espírito de sensualidade, o que representou um crivo para que pudessem ser empossados e sustentados espiritualmente numa dimensão mais elevada de autoridade. Diante da mesma prova, enfrentando as mesmas hostes demoníacas, apesar de ambos obterem grandes vitórias, eles tiveram um fim bem diferente”. [pág. 154]

Entendi o que esses dados da BEPEC estavam me mostrando quando li a conclusão do Coty. Ele fala sobre dois tipos de geração presentes na igreja nestes tempos: a geração Sansão e a geração José.

A primeira é formada pelos jovens que se renderam à sensualidade e, por isso “estão experimentando algo pior que a morte: uma vida sem propósito. Esta geração tem sido uma vergonha para seus pais e para Deus. São pessoas que vivem apenas para seus desejos e paixões”. Mas a geração José é formada por aqueles que “não negociam o sonho e o propósito de Deus”, e que buscam a face d'Ele.

Então, a questão que precisamos responder a nós mesmos e àquEle que nos criou é: queremos ser parte de qual geração? Não responder já é responder aquilo que Ele não quer ouvir de nós.

“Numa grande casa há vasos não apenas de ouro e prata, mas também de madeira e barro; alguns para fins honrosos, outros para fins desonrosos. Se alguém se purificar dessas coisas, será vaso para honra, santificado, útil para o Senhor e preparado para toda boa obra. Fuja dos desejos malignos da juventude e siga a justiça, a fé, o amor e a paz, juntamente com os que, de coração puro, invocam o Senhor”.
2 Timóteo 2.20-21


Pleasing To You
Desperation Band
Composição: Jared Anderson

Sanctify me
Santifica-me
Clean out my closet
Limpe  dentro de mim
Take away anything
Leve tudo
That is not pleasing to You
Que não está Te agradando

Purify me
Purifica-me
Destroy all my anger
Destrói toda a minha ira
Wash away everything
Lave tudo
That is not pleasing to You
Que não está Te agradando

I will be white as snow
Eu serei branco como a neve
I will be pure as gold
Eu serei puro como o ouro
Jesus my heart must know
Jesus, meu coração precisa saber [que]
I'm pleasing to You
Estou agradando a Ti
I give my life my all
Eu dou minha vida, meu tudo
Taking the cross I will follow
Tomando a cruz, eu Te seguirei
Jesus my heart must know
Jesus, meu coração precisa saber
I'm pleasing to You
Estou agradando a Ti

Sanctify me
Santifica-me
You are the light to guide me
Tu és a luz para me guiar
To the place where I am
Ao lugar onde eu sou
Only pleasing to You
Apenas agradável a Ti
Oh come and purify me, Lord
Oh venha e purifica-me, Senhor
I need your light inside me
Eu preciso da Tua luz dentro de mim
So the darkness flees
Então a escuridão foge
And I can be pleasing to You
E eu posso ser agradável a Ti

Um comentário:

Felipe Viana disse...

Muito bom mesmo, todos os post´s. Vou utiliza-los em minha célula. Deus lhe abençoe muito e te conserve íntegra pela Tua graça, para seu propósito.

Do seu friend Jones