quarta-feira, 2 de abril de 2014

Post musical: existe certo e errado?



Já tem bastante tempo que recebi a sugestão de escrever aqui umas dicas musicais. Sugestão que encontrou eco dentro do meu coração, mas mesmo com tanta coisa em mente, ainda não tinha sentado para começar essa série de “posts musicais” que nem sei se terão fim... hehe



Não é fácil falar de música, é assunto polêmico, porque corre-se o risco de ser chamado de legalista. Exista ou não certo ou errado, uma coisa é certa: ouvir ou não música dita “secular” é uma escolha pessoal. E a minha decisão eu tomei já deve ter cinco anos ou mais. Como já escrevi no passado, não foi nada difícil. Em algumas situações em que senti falta de determinado cantor, Deus logo supriu essa falta com outro cantor igualmente talentoso e muito mais inspirado – porque era inspirado pelo Espírito dEle! Me alegro pelo privilégio dessa decisão e por ter um acervo de quase 19 mil faixas de temática ou autoria cristãs – possível graças ao Papai do Céu que foi atiçando minha curiosidade e ampliando meu conhecimento.


Preciso fazer a ressalva de que 90% (talvez mais) desse acervo é composto por músicas internacionais (em sua maioria em inglês). Para ser bem sincera, em português gosto de pouca coisa. Não que eu odeie, mas não gosto o suficiente para colocar no player e ficar ouvindo – já tem muuuuuita gente para competir pelos meus ouvidos. rs


Mas por que eu decidi parar de ouvir músicas seculares? Em primeiro lugar, observava que elas me levavam a um lugar (interior) que não gerava nada de bom. Por exemplo, sempre gostei daquelas musiquinhas meio melancólicas, mas as musiquinhas melancólicas sem a Palavra de Deus direta ou indireta só me afundavam na melancolia. A-MA-VA músicas de dor-de-cotovelo (tempos de “Spending My Time” e outras da Roxette!), mas o que isso produzia dentro de mim? Vazio, frustração, ansiedade, tristeza sem razão. Estes são apenas alguns exemplos (porque graças ao bom Deus, axé, pagode e afins nunca foi bem a minha praia!). Em segundo lugar as músicas de temáticas cristãs muitas vezes falam ao meu coração, trazem uma mensagem positiva e até elevam meu pensamento a Deus, a minha paz.


Não bastasse essa falta de frutos, a gente não é ingênuo (podemos até nos fazer de bobos para viver – como queremos) para fingir que é apenas música, porque não é. Todo mundo sabe que a música exerce, sim, um grau de influência nas pessoas, que ela gruda na cabeça e desvia nossos pensamentos do que é importante. A gente também sabe que a expressão musical é parte importante de muitas religiões e que muitos buscam “inspiração” em suas religiões para serem artistas relevantes ou de sucesso, pelo menos. Então, posso até valorizar o talento de alguém, mas esse talento, concedido (sim) por Deus, está a serviço de quem???


Desde quando eu tomei essa decisão até aqui, aprendi que não é fácil estabelecer essa divisão entre música cristã e secular – por isso mesmo eu escrevi desde o início sobre músicas com temática e/ou autoria cristãs (ou de cristãos). Rótulos são estabelecidos de acordo com opiniões e interesses. Falar em música gospel, como defende o Marcos Almeida, vocalista do Palavrantiga (única no momento a ter espaço no meu player da terrinha! rs), não faz o menor sentido uma vez que o gospel é apenas mais um estilo. Inclusive, meu objetivo nos próximos posts é apresentar pra vocês músicas que são benção em vários estilos – todas internacionais, tá? A gente não pode dar o que não tem... e meu acervo tem essas características, como já disse! rs



Muitos já devem conhecer a banda Switchfoot, dos surfistas cabeça de San Diego, Califórnia, que já tem quase 20 anos de ondas e estradas! :-) Já tinha lido há uns 10 anos uma entrevista do Jon Foreman, líder e vocalista da banda, na qual ele renegava o título de banda cristã. E sinceramente, a banda não precisa ser cristã quando as músicas e os músicos o são! É evidente no caso deles. As letras, o estilo de vida, o testemunho... Recentemente outra entrevista dele foi traduzida e rodou pra tudo quanto é lado na web. Para quem não leu, fica o link do Não Morda a Maçã. Sou suspeita pra falar, porque sou apaixonada por eles! Pelo trabalho da banda e pelo trabalho solo e invencionices do Jon Foreman!


É realmente difícil separar o que convém do que não convém quando temos um mercado cheio de interesses. Quem quiser ter uma ideia mais clara dessa visão mercadológica em cima do “nicho gospel”, dá uma lidinha nessa entrevista aqui: O gospel é apróxima onda brasileira, diz executivo que lançou Michel Teló. É de dar arrepio! Eu me incomodo com muita coisa dentro desse rótulo. Aquelas bandinhas formadas no moldezinho do mundo com umas letrinhas “marromenos” (confesso que às vezes julgo o álbum pela capa mesmo, nem ouço) me dão uma preguiça monstro. E isso a gente vê no mercado brasileiro e internacional, óbvio! Não só aparência, né, tem coisa que primeiro a gente ouve e nem desce na garganta, quanto mais subir ao trono de Deus! 


Para encerrar esse primeiro post, quero repetir que essa é a minha posição. E que devemos ter cuidado com tudo que diz respeito às nossas vidas. Devemos ter cuidado com tudo o que consumimos, não apenas a comida! E quem melhor pode nos orientar é o Espírito Santo e a Palavra de Deus... agora me diz, você consegue ouvi-Lo ou lê-la de boa com qualquer música de fundo? Fica a reflexão... A hora de colocar a Cruz no ombro pode até doer, mas a caminhada é só alegria... o fardo é leve!


Para quem quiser tomar a mesma decisão que um dia eu tomei ou renovar essa mesma decisão já tomada, vamos seguir juntos que ainda vou trazer muita coisa boa por aqui (trilha pra academia, pro trânsito, pra estrada, pra embalar sonhos, pra dançar sozinho, pra pagar mico, pra ter aquele momento só com Ele, e etc etc etc). Quero deixar um p.s. de que esta é minha prática e opinião, e não me arrependi nem por um segundo de fazer essa escolha, mas este é apenas um texto superficial a respeito disso tudo. Quem quiser conversar mais, pode me procurar ou procure mais material confiável por aí. 


Por fim, para encerrar esse post dito musical... uma das músicas mais fantásticas e inquietantes do álbum mais recente do Switchfoot, Fading West!





The World You Want



I’m picking up the pieces

Estou recolhendo os pedaços
I’m trying out adhesives

Estou testando adesivos
I’m trying to fix a place that feels broken
Estou tentando consertar um lugar que parece quebrado


All my words they fail me

Todas as minhas palavras me falham
My voices don’t avail me

Minhas vozes não me servem
I’m trying to say the hope that’s unspoken

Estou tentando dizer a esperança não dita

Is this the world you want?

Esse é o mundo que você quer?
Is this the world you want?

Esse é o mundo que você quer?
You’re making it

Você o está fazendo
Everyday you’re alive

Todos os dias que você está vivo

Is this the world you want?

Esse é o mundo que você quer?
Is this the world you want?

Esse é o mundo que você quer?
You’re making it

Você o está fazendo

The world feels so malicious

O mundo parece tão perverso
With all our hits and misses

Com todos nossos acertos e faltas
Feels like we’re in the business of rust

Sinto como se estivéssemos no negócio de ferrugem

It’s when I stop to listen

É quando eu paro para ouvir
All the moments I’ve been missing

Todos os momentos que estive perdendo
I finally hear a voice I can trust

Que finalmente escuto uma voz em que posso confiar

Is this the world you want?

Esse é o mundo que você quer?
Is this the world you want?

Esse é o mundo que você quer?
You’re making it

Você o está fazendo
Everyday you’re alive

Todos os dias que você está vivo

You change the world

Você muda o mundo
You change the world

Você muda o mundo
You change the world

Você muda o mundo
Everyday you’re alive

Todos os dias que você está vivo
You change the world

Você muda o mundo
Honey, you change the world

Amor, você muda o mundo
You change my world

Você muda meu mundo

You start to look like what you believe

Você começa a se parecer com aquilo que acredita
We float through time like a stream

Nós flutuamos no tempo como um riacho
But the waters of time

Mas as águas do tempo
Are made up by you and I

São formadas por você e eu
If you change the world for you, you change it for me

Se você muda o mundo pra você, você o muda pra mim

What you say is your religion

O que você diz é sua religião
How you say it’s your religion

Como você diz é sua religião
Who you love is your religion

Quem você ama é sua religião
How you love is your religion

Como você ama é sua religião
All your science, your religion

Toda sua ciência, sua religião
All your hatred, your religion

Todo seu ódio, sua religião
All your wars are your religion

Todas as suas guerras são sua religião
Every breath is your religion

Cada fôlego é sua religião

sábado, 15 de março de 2014

Aquelas pequenas coisas...

Tenho tanta coisa para escrever aqui, mas hoje venho rapidinho, apenas deixar um registro que não poderia faltar.

O sábado foi de correria pra lá e pra cá, buscando e comprando coisas pra família de refugiados sírios que vamos receber em nossa igreja na semana que vem (ainda tenho que voltar pra contar tudo a este respeito!). E no meio disso tudo, estava em uma loja de departamentos em um shopping da cidade olhando alguns preços. Enquanto andava pelo corredor principal, tive a impressão de ouvir uma música cristã internacional. Parei por um instante para prestar a atenção e, alguns acordes depois, percebi que era apenas uma impressão mesmo. Logo pensei, "será que um dia isso ainda vai acontecer?". E por alguns instantes ainda imaginei esse cenário num futuro nem tão distante. Algumas horas depois, nem uma hora atrás, na verdade, estava em um supermercado - segundo do dia e terceiro desde ontem (rs). E poucos minutos depois de ter entrado parei surpresa com o que ouvia... uma música clara de louvor, de um álbum de adoração do Michael W. Smith! Apesar das devidas proporções de tamanho e importância das duas lojas, fiquei surpresa, feliz e grata com essa experiência. O futuro estava apenas três horas a frente.

Meu presente e meu futuro a Ti pertencem, Criador dos Céus e da Terra.


Para aproveitarem um pouco mais a "viagem", a música na íntegra, mas na voz do Martin Smith, que amo um pouco mais. ;)


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Preferências ou exigências?


Trip Lee é um rapper cristão americano que curto demais e que conheci depois de ver o Lecrae, outro rapper do mesmo cenário, falar dele. Um pouco que se observa das letras do Trip, já dá pra perceber que ele não é um artista querendo sua fatia do mercado, mas um cara que busca viver a vontade de Deus.

E no ano passado li esse texto no blog dele e fui muito edificada. Ele fala um pouco sobre a questão das preferências orientarem ou determinarem nossas escolhas na pessoa com quem desejamos ter um relacionamento amoroso. No contexto dele, um grande obstáculo é a cor da pele, que chega a ser mais do que uma simples preferência, é algo social e cultural. Mas ele fala com muita sabedoria sobre o assunto e, sem dúvida alguma, podemos ser edificados e até desafiados com o que ele escreveu no dia 31 de outubro.

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Sempre que posto fotos de minha família nas redes sociais, as respostas são sempre curiosas. O mais comum é, “Seu filho é tão lindo!” ou “Que família linda!”. Mas outra das respostas mais comuns respostas é, “Sua esposa é branca?”. As pessoas me perguntam às vezes nos shows também. A resposta é sim. Minha esposa é um “misto” de húngara, italiana e polonesa – o que para a maioria das pessoas simplesmente quer dizer que sim, ela é branca. Isso é irrelevante para alguns, mas chocante ou mesmo desapontador para outros. Eu não acho que ninguém deveria se chocar ou ficar desapontado por casamentos inter-raciais, mas eu ainda queria falar sobre porque casei fora da minha “raça”.

A decisão de me casar com alguém de uma origem étnica diferente não foi difícil pra mim. Eu nunca me sentei e escrevi uma lista de prós e contras. Porém se tivesse feito, o fato de que minha esposa nunca tinha assistido a um episódio de “Martin” [Luther King] estaria na categoria dos contras. Mas honestamente, eu não agonizei sobre isso ou procurei conselho se estava OK. Eu estava convencido de que ela era a mulher para eu me casar, mesmo ela não sendo negra.

Alguns nunca iriam considerar se casar com alguém que não fosse da mesma etnia que eles, então deixe-me contar-lhe porque eu o fiz.

Expectativas
Para ser honesto, eu sempre supus me casar com uma mulher negra. Eu encontrei mulheres com todos os tipos de beleza, mas as garotas negras eram minha “preferência”. Mas quando cheguei ao campus da minha universidade em 2006, eu não estava procurando por uma esposa de forma alguma. Eu apenas queria crescer em minha fé e conseguir uma boa educação. Meu primeiro álbum tinha acabado de sair, então eu tinha muitas outras coisas para me concentrar. Mas, ao passo que conhecia pessoas na faculdade, uma aluna do segundo ano chamada Jessica realmente chamou minha atenção e nos tornamos amigos.

Nós frequentávamos os mesmos círculos e acabamos aderindo à mesma igreja, então nós nos víamos bastante. E quanto mais eu a conhecia, mais eu era atraído a ela. Ela amava Jesus de verdade e tinha essa vontade infantil de fazer o que quer que Ele pedisse. Sua compaixão pelas pessoas necessitadas me desafiava e ela tinha um coração humilde em resposta à Palavra. Ao fim daquele primeiro ano, eu assisti Jessica sacrificar incontáveis horas de seu tempo servindo em nossa igreja. No topo de tudo isso, eu amava estar perto dela. Nossa conversa, fosse séria ou boba, sempre fluiu com facilidade. Por isso, eu, eventualmente, comecei a perguntar a mim mesmo, “Será que eu devo me casar com essa garota?”

Preferências
Jessica não se parecia com o que esperava de minha future esposa, mas, honestamente, aquilo não importava pra mim. Não me entenda mal, eu achei ela linda do primeiro momento em que a encontrei. E eu nunca foi contrário a me casar com uma garota branca. Eu apenas pensava que não o faria. Mas enquanto eu crescia em minha fé e meu coração era transformado, minhas preferências também começaram a mudar. Minha principal preferência era que minha esposa fosse piedosa, e Jessica era. Então a tornei minha esposa.

Nunca por um momento eu pensei que estava ‘segregando’. Ignorar uma mulher piedosa meramente por causa de sua etnicidade pareceria mais com isso.  Eu nunca quis valorizar minhas preferências em uma esposa acima do que eu precisava em uma esposa.

Não há nada necessariamente errado em ter preferências, mas nós temos que segurá-las com a mão aberta. Eu sei que algumas pessoas ignorariam um cônjuge piedoso em potencial porque ele não se encaixa em alguma preferência aleatória. Algumas de nossas preferências realmente não importam tanto. Algumas de nossas preferências podem até ser tolas, por isso temos que submeter todas elas às Escrituras.

Quando você e seu cônjuge estiverem no meio de um conflito, a cor da pele não vai ter importância. Tipo físico e status social parecerem insignificantes. Você irá querer que eles sejam piedosos e humildes. E enquanto eu e minha esposa começamos a criar nosso primeiro filho, eu não poderia estar mais grato por ela. Ela é uma mãe incrível e uma influência misericordiosa para meu filho – nenhuma das quais têm a ver com sua origem étnica. Tudo bem querer coisas em um cônjuge, mas temos que submeter nossos desejos ao que Deus deseja para nós em um cônjuge. O que eu queria e mais precisava era uma parceira piedosa, e foi exatamente isso que Deus proveu.

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Para ler direto no blog dele, é só clicar no título do post. Vou encerrar com uma música dele sobre fantasias, mas a tradução (talvez) fica pro futuro, afinal, é mais fácil traduzir seus textos que seus raps! rs ;)


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Papo de mulher de Deus. [parte 4 e final]

Para ler a primeira, segunda e terceira partes deste estudo, é só clicar nos links.
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Boaz! Boaz era um homem rico e importante, mas ainda assim se sentiu lisonjeado por Rute procurá-lo ao invés de um homem mais jovem. Estima-se que Rute tivesse por volta de 30 anos.

Acho lindas as atitudes de Boaz diante da aproximação e pedido de Rute. Uma das coisas que ele diz pra ela é que "farei tudo que você quiser ou pedir. Todos na cidade sabem que você é uma mulher corajosa - uma pérola!" (cap. 3, v.11 nA Mensagem).Já pensou ouvir uma coisa assim do carinha cheio de Deus que faz seu coração bater mais rápido? É claro que temos uma parte fundamental para que algo assim seja dito, né?

Eu não sei vocês, mas parece que existem muito poucos Boaz por aí, né? Quantos neste mundo se sentem atraídos pela coragem, boa fama, esforço feminino? Mesmo no meio cristão, entre servos muito usados por Deus ou sinceramente desejosos de o serem, parece que esse tipo de qualidade não faz muita diferença. Bem, talvez isso aconteça só em Minas, mas ainda não tive motivos para pensar de outro jeito. Mas ainda que eu desabafe assim, sei em quem espero e sei que Ele tem poder para transformar mentes, corações e até o olhar; e sei também que Ele ainda preserva pessoas que pensam e reagem de uma forma diferente da maioria nesta área da vida.

Não sei o contexto em diferentes lugares, mas vivo em uma capital com muitas grandes igrejas e um número muito maior de mulheres que homens, principalmente dentro das igrejas. Muitas mulheres lindas e solteiras, crentes, nem todas cristãs. E é um pouco revoltante ver tantos homens com potencial para viver o melhor de Deus pra suas vidas escolherem apenas com os olhos.

Mas Boaz era diferente. E explicou pra Rute que havia um parente mais próximo que ele, que teria direito de resgatá-la. Honesto que era, ele precisava colocar a situação para o homem antes de dar qualquer garantia à moabita. Passada essa primeira conversa em que as intenções foram esclarecidas, ele disse para Rute VOLTAR a dormir a seus pés, para que descansasse. E quando o dia estava prestes a clarear, Boaz se preocupou com a honra dela e arrumou uma forma dela sair sem vista de lá. Ele a orientou (bonitinho, né?) sobre como segurar o manto e ainda cuidou para que ela não voltasse para sua sogra com as mãos vazias: despejou mais de 20 quilos de cevada sobre o manto que ela tinha consigo.


Mal Rute chegou em casa, Noemi aguardava ansiosa pelas notícias. Rute contou tudo que aconteceu e ouviu as seguintes palavras de sua sogra, que também servem para nós (ao menos a primeira parte, já que nem todas esperamos a ação de um Boaz no momento): "Fica tranquila, minha filha, até saberes como terminará tudo isso; com certeza este homem não descansará enquanto não solucionar ainda hoje esta questão!" (cap.3, v.18, versão King James). Não é interessante a sabedoria desta mulher? Ela espera o momento certo para aconselhar a amiga-quase-filha sobre como proceder e, depois que Rute fez a parte dela, a Bíblia afirma que ela "assegurou" a Rute o versículo transcrito acima. Você assegura algo a uma pessoa para tranquilizá-la mesmo. Em uma situação como essas, Rute estava como qualquer uma de nós estaria: empolgada e cheia de ansiedade, caso contrário não precisava ouvir essas palavras de Noemi. É como se Noemi dissesse a Rute, "Você fez a parte que lhe cabia nesta história, agora descanse. Você está lidando com um homem de verdade".

Cada um/a sabe como deve viver sua vida e todos os cristãos e cristãs honestos podem contar com a direção do Espírito Santo em todas as suas decisões. Me irrita estabelecer-se um padrão e falar que deve ser seguido porque é bíblico quando a própria Bíblia apresenta histórias e comportamentos diferentes guiados pelo próprio Deus. Entendam, não estamos falando aqui de Jezabel, uma inimiga feroz do Deus Altíssimo, mas de Rute, a bisavó do homem segundo o coração dEle. Tenho plena convicção de que santidade é um assunto urgente para nossa geração, mas sempre que criamos um padrão para a massa precisamos estar cientes de que haverá danos colaterais. Depois de ensinar muitos a necessidade de esperar, precisaremos ensinar a necessidade de agir - segundo a direção de Deus, mas agir. Uns fingem que escolhem esperar - escolhem esperar até conhecer outra pessoa interessante - e outros usam a desculpa da "espera" para se manterem na mais completa apatia. Já outros podem seguir no caminho errado da espera, ou seja, ao invés de permitirem que este tempo seja de mudança de mentalidade, de ruptura de padrões idealistas ou mundanos demais, podem criar uma fantasia da qual nenhuma pessoa real poderá despertá-los. Talvez volte a escrever isso mais pra frente, mas tenho pensado muito nesse assunto e não consegui não despejá-lo agora.

Voltando ao fio da meada, Noemi falou e foi "batata"! Na versão A Mensagem, o capítulo 4 começa dizendo que Boaz foi "direto" para a praça da cidade e ficou "aguardando". Boaz também estava ansioso para resolver tudo! Assim que o parente apareceu ele o puxou de lado, chamou os líderes da cidade e deu início aos procedimentos que, segundo o costume judeu, deveriam ser tomados nesta hora. Depois de uma boa conversa e algumas explicações, o parente cedeu seu direito de resgatador a Boaz, que confirmou seu compromisso com Rute e Noemi na frente da cidade, que foi sua testemunha. E a resposta da cidade foi das mais legais! Diante de Boaz, eles abençoaram Rute fazendo menção às grandes "matriarcas" do povo de Israel, Lia e Raquel, e abençoaram, também, aos filhos que surgiriam desta união como Perez, filho de Judá, que faziam parte da linhagem do próprio Boaz.

Com tudo certo, para resumir o finalzinho deste livro que nos ensina muito!, Boaz se casou com Rute e eles tiveram, sim, uma família abençoada. Noemi foi cuidada de uma forma que todos podiam atestar. Suas amigas lhe diziam que sua nora, Rute, era melhor para ela do que seriam sete filhos que ele tivesse em vida!

Uma coisa que quero pedir a quem quer que possa ler este estudo é que ore a Deus, sem pressa pela resposta, antes de tomar qualquer atitude. Meu desejo ao escrever isso não é incentivá-las a tomar a atitude, mas mostrar que a própria Bíblia apresenta papéis diferentes para as diversas mulheres que enchem seus capítulos com exemplos de fé verdadeira. Mostrar, ainda, que dá pra mergulhar mais fundo no caráter dessas mulheres e tê-las como modelo de vida e fé. Busquem nEle a atitude que deve ser tomada, quando deve ser tomada e com quem deve ser tomada. Não vamos gastar nossas fichas com qualquer um. Melhor seguir colhendo espigas e buscando a vontade dEle do que perder tempo com quem não compensa.

Que Ele seja o árbitro em nossos corações, a nos mostrar Sua boa, agradável e perfeita vontade para todas as áreas de nossas vidas! 


Let's just take our time
Vamos apenas aproveitar o nosso tempo
There's nothing else to do
Não há nada mais para fazer
What better way to spend the night
Que melhor jeito de passar a noite
Than wasting it with you
do que gastá-la com você?

The moon has won the war
A lua venceu a guerra
The daylight waits to end
A luz do dia espera para acabar
Stay here by my side
Fique aqui do meu lado
We'll watch the struggle start again
Vamos assistir a luta começar novamente

I need you now and forever
Eu preciso de você agora e sempre
So stay right here with me
Então fique aqui comigo
Don't ever leave
Nunca me deixe
Love was kept from me like a secret
O amor foi mantido em segredo para mim
And I swore that I was through
E eu jurei que seria assim até o fim
Until you, until you
Até você, até você

The city settles down
A cidade vai voltando ao normal
I watch you as you sleep
Eu assisto você dormir
There's a silent celebration for
Há uma celebração silenciosa por
Every breath you breathe
Cada respirar seu
Now this all makes sense
Agora tudo isso faz sentido
With you as company
Com você como companhia
I left all I knew and found
Eu deixei tudo que sabia e encontrei
A better part of me, yeah
Uma parte melhor de mim, sim

I need you now and forever
Eu preciso de você agora e sempre
So stay right here with me
Então fique aqui comigo
Don't ever leave
Nunca me deixe
Love was kept from me like a secret
O amor foi mantido em segredo para mim
And I swore that I was through
E eu jurei que seria assim até o fim
Until you, until you
Até você, até você

The time it took to find you
O tempo que demorei pra te encontrar
I would wait again my baby
Eu poderia esperar de novo, meu amor
The feeling that I feel for you now
O sentimento que tenho por você agora

I need you now and forever
Eu preciso de você agora e sempre
So stay right here with me
Então fique aqui comigo
Don't ever leave
Nunca me deixe
Love was kept from me like a secret
O amor foi mantido em segredo para mim
And I swore that I was through
E eu jurei que seria assim até o fim
Until you, until you
Até você, até você

sábado, 21 de dezembro de 2013

O Natal de algumas Martas.

Já percebeu como é fácil nos tornamos "Martas" neste tempo de Natal? Não me entendam mal, sempre me identifiquei com Marta e enxergo muitas virtudes na maneira dela de ser retratada na Bíblia. Marta era uma mulher preocupada em oferecer o melhor ao seu Mestre. Só que na ânsia de oferecer o melhor, ela acabava perdendo o melhor que Ele também tinha pra ela. Sempre tento me vigiar para não cair neste erro. Nem sempre consigo.

Sempre que o Natal se aproxima, meu coração se enche de uma emoção diferente. Mas, querendo ou não, a gente acaba correndo tanto, que não conseguimos aproveitar os momentos como realmente gostaríamos. O Natal fica apenas na decoração. Precisamos nos desdobrar e dividir pra conseguir estar presente em todos os grupos dos quais fazemos parte. E nos esforçar para conciliar agendas e compromissos. Não é fácil.

Minhas duas últimas semanas, como a de meio mundo, foram muito, mas muito cheias e corridas. Compromissos, afazeres, necessidades. Coisas muito boas, mas que nesta época, com trânsito, chuva e juntando tudo, acaba gerando algum estresse, no final das contas. E hoje eu era só estresse. Estamos na reta final dos compromissos pré-Natal e eu já acordei estressada por não ter conseguido acordar tão cedo quanto gostaria. Mil coisas pra fazer, mil lugares pra ir antes de começar uma das confraternizações de final de ano.

Falei muito alto em casa o dia todo pra tentar explicar em qual hora eu deveria fazer cada coisa e porque, qual o melhor caminho pra seguir, e porque. Não tinha como ir sozinha buscar tudo que eu precisava, daí eu ainda tinha que convencer minha mãe a me acompanhar na hora e da forma que era necessário. Além do que, para uma motorista de finais de semana como eu, eu ainda precisaria fazer um caminho novo e passar pela BR em dia de chuva e já praticamente recesso de Natal.

Sei que eu estava chata, estressada, cansada.

Seguimos, então, para buscar mais uma encomenda pra nossa confraternização, completando mais um item da check-list do dia. Apesar de ter passado praticamente em um abismo sem mureta em uma BR movimentada numa tarde de chuva (rsrs), chegamos ao endereço sem muita dificuldade. 

Aí aconteceu o que me inspirou a escrever e me pegou totalmente de surpresa (me deixou constrangida diante de Deus). Paramos o carro e batemos a campainha. Um moço veio e entregou nossa encomenda, explicou o melhor retorno pra nós e, do nada, disse que eu era muito bonita, que eu tinha um semblante que transmitia uma coisa muito boa, que gostou de mim - umas coisas assim. Um cara que nunca me viu na vida e que, senão me engano do histórico informado, não curte a classe feminina.


E aí eu me lembrei do tanto que falei alto, briguei, reclamei, bati o pé nesse dia e fiquei com vergonha. Porque essa coisa boa que ele conseguiu ver não era eu, ou, pelo menos, não era mérito meu. Era o Espírito Santo, me lembrando que continuava aqui, firme e forte e lindo, apesar do meu dia e do meu estresse e da minha correria.

Definitivamente preciso ser uma melhor representante dEle nessa terra. Sinceramente, li e ouvi umas coisas nestes últimos dias a meu respeito que me deixam muito constrangida. Se tem uma coisa que peço a Deus é sabedoria do Alto pra viver cada dia de uma forma que eu coloque um sorriso no rosto dEle. Não quero viver uma religiosidade fria nem falar uma língua que só os crentes entendem. Não sei como - mas Ele, que sabe, pode e precisa me ajudar nisso -, mas quero viver de uma forma que Ele fique evidente. E o vestir e o falar são apenas alguns reflexos disso. Talvez eu me estenda nesse assunto qualquer dia.

Por agora, quero apenas compartilhar minha vergonha feliz e desejar que o Natal seja uma atitude em nossos corações a cada dia e que possamos aproveitar cada momento com alegria e sabedoria.

"Uma vez por ano, a cada Natal, por alguns dias pelo menos, nós e milhões de nossos vizinhos nos desviamos de nossas preocupações com a vida reduzida à biologia ou economia ou psicologia e nos unimos em uma comunidade de admiração.
Eugene Peterson

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Segunda-feira de aniversário...

Não sei porque, mas me deu uma vontade de escrever um post tipo diário, para falar como foi esse dia, meu dia.

No primeiro dia do meu 31° ano de vida, acordei (senão nem estaria escrevendo aqui rs) e, por um momento, tive a impressão de que o tempo estava fechado. Mas insisti olhando por entre o tecido, que não é fino, da cortina, e consegui ver que o céu estava azul! Sim, o sol brilhava lá fora. 

Mas apesar da minha empolgação costumeira em datas especiais, parecia uma segunda-feira comum, e de fato o era - o é. Dei uma tratada no cabelo, coloquei um vestidinho, passei um batom e fui, tudo para tentar me fazer sentir que não era um dia comum.

A caminho do trabalho vi uma cena curiosa dentro do ônibus. Um rapaz em pé lá na frente carregava um ramalhete de flores. Tão antigo quanto essa palavra, ramalhete, é este hábito de se carregar flores nesta quantidade. Na verdade em qualquer quantidade já é meio raro, né, assim, então... E o legal é que o cara não tinha #professorGirafalesfeelings, ele era jovem, de óculos escuros, um estilo bem atual. Achei bem bacana isso... 

O dia seguiu devagar. Eu, devagar pra pegar no tranco. Meu estômago, devagar também, sem muita vontade de trabalhar. Tudo parecendo parado... Nem o sol brilhava lá fora com muita vontade mais... Na minha impaciência, comecei a importunar um amigo e começamos a fingir que estávamos discutindo. Mas ainda apenas uma segunda-feira. Sem muita emoção.

E assim continuou. Mas o amor que a gente recebe vai muito além da emoção. Tantos se lembraram ou, tendo sido lembrados, tiraram um minuto para manifestar carinho. No corredor mesmo, quando cheguei ao trabalho, um colega que nem é do meu setor já me parou, me deu um abraço e tirou meus pés do chão. Muitos recados, sms's e manifestações que eu não esperava. Uma segunda-feira comum, sim, mas a minha segunda-feira.

Já com medo de perder meu último ônibus do dia, quando só havia mais duas pessoas na assessoria, me despedi, preparada pra correr, e fui chamada. Era mais um abraço de aniversário para mim. Saí e fui chamada mais uma vez, quando recebi um presente de todos os colegas. Me enganaram direitinho. Deixaram para entregar aos 45' do segundo tempo, quando a maior parte já teria ido embora, só pra eu pensar que realmente se esqueceram desse nosso "costume" recém-adquirido! Um presente lindo, tão eu, que amei à primeira vista!

A caminho de casa, já me aproximando de meu ponto de descida, começou a chover horrores. Me lembrei de algo que tinha pensado quando estava falando com Deus sobre o clima de hoje. "Do I want shelter from the rain or the rain to wash me away?" (Quero abrigo da chuva ou a chuva para me lavar?). Na verdade, eu queria a chuva para me lavar... mas como uma mulher faz isso com uma mochila cheia de coisa importante, incluindo o celular? É difícil ser livre numa situação dessas... Por enquanto, manterei somente na metáfora mesmo... trazer pra realidade vai levar um tempo ainda.

Em casa, foram tantos telefonemas que custei a conseguir comer alguma coisa. Mas não estou reclamando. rs Lanchinho bom demais preparado pela mamãe, um pouquinho de programa leve (Man vs. Food é leve? hahaha)... Foi, enfim um lindo dia.

Mesmo sem emoção, sem badalação, foi um dia comum, mas mais um dia que Ele fez. E um dia que Ele me deu de presente. Foi um presente cada palavra, mensagem, ligação, abraço... É um presente saber que Ele está cuidando de tudo. O primeiro dos 30 foi um ano de novos desafios e lutas diferentes, mas em tudo isso sei que tive a oportunidade de crescer e aprender um pouquinho mais... de uma lista de muuuuuitas e muuuuuitas coisas que ainda tenho para aprender!

Deus é bom e gracioso para comigo. De uma forma às vezes tão simples e tão evidente que chego a ficar constrangida. Sim, foi um dia comum, uma segunda-feira bem comum. Mas foi mais um dia com Ele e um dia da forma como Ele desejou que fosse. Um dia cheio de presenças que, mesmo à distância, deixaram sua marquinha, e outras que, tão pertinho, me lembraram que esse dia comum era meu. D'Ele pra mim. Concluo com essa música, que é uma pergunta que sempre ouço em meu coração... "What am I?"