Mostrando postagens com marcador escolhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador escolhas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Você gosta de lentilha?

Na noite de terça comecei a assistir ao DVD da peça A Senha, da Cia Jeová Nissi, e terminei na noite anterior. Desde o início, o Pai começou a falar ao meu coração a respeito de algumas coisas que vi e ouvi...


A mensagem da peça gira em torno de pessoas que trocam as promessas do Pai sobre suas vidas por alguns momentos no pecado, a exemplo de Esaú, que trocou sua primogenitura por um prato de lentilhas. O filho mais velho, mesmo que por apenas alguns segundos (como era o caso de Esaú e Jacó), tinha direito a uma parte maior da herança, a muitas bençãos da parte de Deus e ainda seria o responsável pela casa se o pai viesse a falecer. Isso era muito importante na sociedade da época. Mas Esaú estava com fome e pensou apenas em sua necessidade física imediata.


Ao assistir à peça, o Espírito Santo abriu meus olhos e me mostrou que eu estive muito perto de trocar minha "primogenitura" por um prato de lentilhas. Dizem que lentilha tem sabor parecido ao do feijão... Há quem goste muito de feijão e não abra mão dele em suas refeições, mas mesmo pra alguém assim... valeria à pena trocar sua herança e seus direitos por um prato de feijão? E pense que você não vive na savana africana pra se imaginar em uma situação de extrema fome (mas ainda que não houvesse).

Tipo, há muitos anos eu não sou uma cristã boba e ingênua. Com a graça e o cuidado do Papai, eu já cresci muuuuito [falo isso pra glória dEle!], ainda que ainda tenha muuuuuito mais pra crescer e aprender e conhecer dEle... Mas o que quero dizer é que não sou mais "miolo-mole" como já fui, principalmente, na área sentimental.

No post Espere a obra terminar!, compartilhei que no final do ano passado, queria construir de todo jeito em um terreno quando nem sabia se era meu... Desde que compartilhei isso aqui, me perguntei a cada dia mais como fui ter esse comportamento, culminando na noite passada, quando tive essa revelação... Estive muito perto de trocar minhas promessas por algo completamente sem sentido. Não tenho orgulho em contar essas coisas, tenho vergonha, mas sei que meu Pai usou esse erro para me ensinar, e se minha experiência ajudar alguém também a aprender ou não errar, ficarei feliz. Então, voltando ao fio da meada... Não foi algo instantâneo, mas bastou aparecer um rapaz bonitinho na minha igreja, onde tem um monte de mulher, pra eu cair diante de alguns gestos que impressionaram? Foi só existir uma aparente reciprocidade de atenção pra eu pensar em trocar minha primogenitura? Meu Deus, eu estive muito perto! E hoje, quando eu olho pra trás eu me pergunto "o que foi que eu vi nele?", "como me deixei atingir por tão pouco?". Pensei que eu fosse mais esperta, e menos impressionável. Sabe aquela interrogação ENORME em cima da cabeça da gente? Está em cima da minha há algumas semanas, e só crescendo!


Isso me lembra que preciso vigiar mais. Preciso continuar crescendo, nunca parar, nunca achar que já estou perto do alvo... e preciso também me lembrar sempre de que o melhor de Deus é o MELHOR! Para o melhor, podemos fazer concessões daquilo que nossa alma deseja na outra pessoa, mas nunca concessões do que o nosso espírito, guiado pelo Espírito Santo, aprendeu a desejar nessa pessoa!

Ontem à tarde aproveitei uma brechinha no trabalho para tomar um café. Tive que fazer um café solúvel, e caprichei na quantidade de pó pra tentar disfarçar que não era a mesma coisa. Mas não adiantou. Não consegui passar da metade da xícara. E então me lembrei dessa peça, dessa Palavra... Lembrei de uma parte que diz que um banquete não é preparado às pressas, não é posto à mesa na mesma hora. Quem deseja se alimentar do banquete que o Pai tem preparado, precisa esperar. Mas quem não tiver paciência para esperar, irá se alimentar dos restos de comida, do lixo, que estão embaixo dessa mesa, à margem da vontade dEle...

Precisamos estar atentos e vigiar. Vida sentimental é coisa séria. Fico pensando nas promessas do Pai pra mim. Se Ele me fez águia, para voar nas alturas, Ele não vai me unir a um golfinho, que precisa estar submerso no mar nem a qualquer outro 'animal' que não possa voar. Tem gente que pensa que não tem nada a ver, mas é ignorância espiritual ou cegueira proposital, para evitar uma mudança de postura. Mas o casamento faz parte do ministério que Ele tem pra nós. Os dois devem se tornar um em todos os sentidos, especialmente neste. Deus não faz nada por acaso. Ele não dá ponto sem nó. Ele pensa em todas as peças e em todos os detalhes, para que tudo se encaixe. Mas nós, homens e mulheres, não. Nós pensamos apenas em nossa necessidade física imediata. Eu quero esperar pelo banquete. Eu quero tomar o café passado na hora, com o melhor pó possível. Eu quero a vontade dEle, boa, agradável e perfeita pra mim, pra ele, e pra Ele!



Your Love

Bluetree

Your love, Your everlasting love, transforms me
Teu amor, Teu eterno amor, me transforma
Your love Your everlasting love, transforms me
Teu amor, Teu eterno amor, me transforma
And it brings me to my knees again
E me coloca de joelhos outra vez
Brings me to my knees again
Me coloca de joelhos outra vez
In worship on my knees again
Em adoração de joelhos outra vez

Your Grace, Your unending Grace, it lifts me
Tua graça, Tua infindável Graça, me ergue
Your Grace, Your unending Grace, it lifts me
Tua graça, Tua infindável Graça, me ergue
And it brings me to my knees again
E me coloca de joelhos outra vez
Brings me to my knees again
Me coloca de joelhos outra vez
In worship on my knees again
Em adoração de joelhos outra vez

Your blood, Your unfailing blood, it saves me
Teu sangue, Teu infalível sangue, me salva
Your blood, Your unfailing blood, it saves me
Teu sangue, Teu infalível sangue, me salva
And it brings me to my knees again
E me coloca de joelhos outra vez
Brings me to my knees again
Me coloca de joelhos outra vez
In worship on my knees again
Em adoração de joelhos outra vez

Great is Your name, Great is Your name
Grante é o Teu nome, Grande é o Teu nome
Great is Your name in all of the earth
Grande é o Teu nome em toda terra

segunda-feira, 7 de março de 2011

Algumas palavras em mente...

Como cristãos, que estão no mundo, mas não são do mundo, somos constantemente bombardeados com dúvidas e situações que exigem de nós uma resposta. Creio que duas palavras são vitais nisso: equilíbrio e discernimento. Muitas coisas nos são oferecidas, são de nós cobradas, mas devemos buscar em Deus o norte para nossas ações e comportamento.

A leitura do livro A Revolução do Amor, da Joyce Meyer, ampliou essa questão que há tempos tem ocupado alguns de meus pensamentos. Há muitas divisões dentro da própria igreja de Cristo e, muitas vezes, como ela mesma ressalta no livro, parece que o deixamos de ser há muito tempo. Porque se não estamos fazendo diferença no mundo, não podemos ser considerados a Igreja d'Ele. 

Muitos de nós vivem apenas para fazer suas escolhas na vida: profissão, casamento, gostos pessoais, e por aí vai. E nessa vidinha medíocre, nos esquecemos dos outros, não paramos para dar-lhes atenção ou sequer pensar em como atingi-los. 

Outro dia estava lanchando com colegas e então um deles falou sobre um amigo de infância gay, o que provocou zuação dele e do outro. Acontece que na mesa ao lado havia um cara que, muito provavelmente, era gay. E diante daquelas brincadeirinhas tão preconceituosas eu me senti mal por ele. E tentava focar o assunto em outras questões que não a sexualidade alheia. É aquela velha questão, você não precisa concordar com o estilo de vida de alguém (eu não concordo com esse "estilo"), mas você precisa respeitá-lo.

Como eu vou demonstrar amor a alguém que não vive os princípios da palavra de Deus tratando-o com ironia, preconceito e infantilidade? Jesus tratou alguém assim quando andou por essa terra? Na-não! Corrijam-me se eu estiver errada, mas nossa missão não é imitá-Lo? Não foi daí que surgiu o termo que nos dá nome? Podem me chamar de evangélica, de crente, de protestante, de metodista, mas o que eu gosto mesmo de ser chamada e me nomear, é cristã. Sou uma cristã. Somos cristãos. E, como a maioria deve saber, os seguidores Jesus receberam esse nome, que significa "pequenos cristos", porque eram vistos dessa forma, como pessoas que imitavam Jesus Cristo. É por isso também que deveríamos ser chamados dessa forma. Não porque um dia fomos batizados, não porque vamos à igreja nos domingos, nem porque tomamos a ceia uma vez por mês, mas porque vivemos tentando imitar o nosso Mestre.

O Dan Haseltine [vocalista do Jars], um tempo atrás, levantou algumas questões no twitter sobre os limites da nossa separação do mundo. Como santos [separados], devemos ficar no nosso canto e ignorar o pecado e os pecadores ou devemos nos misturar, para que o amor de nosso Senhor também chegue até eles?

Interessante que essa palavra equilíbrio também povoa os pensamentos de muitos cristãos ao redor do mundo. Ontem mesmo, também no twitter, o Mike Donehey, vocalista do Tenth Avenue North, compartilhou, brevemente, algumas inquietações. Tinha surgido na rede uma crítica aos artistas cristãos que não falam toda a verdade no evangelho, apenas parte dela. Ele diz que se escrever uma canção dizendo como somente em Cristo há salvação, não irá tocar nas rádios mais populares, mas se escrever uma canção sobre sexo no casamento como está explicíto em Cantares, não irá tocar nas rádios cristãs também. Ele encerra o pensamento com a seguinte afirmação: "Então, como artistas, as escolhas que fazemos em relação àquilo que escrevemos e cantamos terá efeito direto naqueles que nos ouve. Como Salomão, Deus me dê sabedoria". Eis outra palavra-chave pra nós. 

Acredito que não vamos evangelizar ninguém falando que a pessoa tem que morrer, porque não vamos explicar ao certo o que isso pode querer dizer, pelo contrário, só iremos impedi-la de conhecer e compreender a verdade. Precisamos mesmo de sabedoria pra saber como levá-la até à Verdade, o Caminho, a Vida, que é Cristo Jesus. Depois que ela conhecê-Lo, Ele mesmo vai ensiná-la conforme a vontade d'Ele... e pode até nos usar e capacitar para esse processo [de discipulado]. Mas pensando em tudo isso e todas as dúvidas e dificuldades que marcam nossa caminhada seguindo Ele, penso que o melhor mesmo é aprender a falar através dos nossos gestos. A linguagem do amor d'Ele por cada um de nós. Oremos pra que esse amor encha nossos corações de forma tão intensa a ponto de que não precisemos mais nem abrir nossas bocas enquanto não for a hora...



ps: não vai dar pra traduzir agora, nem ver se digitei algo muito estranho, nem abordar algumas outras coisas dentro do assunto, porque meu irmão tá me pressionando pra liberar o note dele... rs =S

terça-feira, 21 de abril de 2009

Say a prayer...

Há praticamente um ano atrás, dia 15 de abril de 2008, eu voltava de minha primeira viagem de férias depois de me formar. Foi um presente de Deus, pude conhecer Buenos Aires [que era uma das cidades no exterior mais básicas da minha lista] na companhia de uma amiga querida e ainda em pleno outono...

O dia 15, como já disse, foi o dia marcado para nossa volta depois de alguns acertos e contratempos na ida, como atraso e troca de vôos. Já sentia saudade da minha família, igreja, amigos, país (quem diria... em tão pouco tempo... rs)! Por causa das mudanças em nossos planos, os lugares no voo não estavam mais lado a lado. Até Guarulhos, uma boa alma quis trocar de assento pra que voltássemos juntas. Mas no segundo voo, já para minha cidade, ela se sentou bem na frente e eu permaneci esperando os demais ocupantes do meu lugar... que não apareceram. Como já era hora de apertar os cintos e não a enxergava lá na frente, fiquei sozinha e confortável na fileira, sentando-me à janela, claro!


Aquele lugarzinho lá foi um privilégio, um presente.

Já era noite. Uma bela noite estrelada. E no meu fone de ouvido começou a tocar "Say a Prayer", da Sara Groves [a famosa!]. Uma música maravilhosamente inspirada por Deus, como todo o trabalho dela. Vocais, melodia, letra... tudo transmite uma paz sem igual.
O melhor era que eu não precisava olhar para cima para ver o céu, olhava para o lado. Via as estrelas, as cores da noite e pensava: "Estou mais perto da morada do meu Pai".

E enquanto a Sara repetia "Say a prayer, say a prayer in the night" [Diga uma oração, diga uma oração na noite], eu orei. Na sinceridade do meu coração, agradeci e coloquei minha vida diante d'Ele mais uma vez. E foi especial. A ponto de encher meus olhos d´água neste instante. Porque a partir daquela oração Ele encontrou o espaço que ainda faltava pra fazer coisas novas e lindas dentro de mim, a prosseguir com a vontade d'Ele, que é boa, agradável e perfeita. E eu não me arrependo de cada convite que eu abri mão, de cada festa, copo, boca... porque é infinitamente melhor conhecer a esse Deus de perto do que qualquer outra coisa que esse mundo tenha pra me oferecer. E eu sei que muito mais Ele tem, porque ainda é muito pouco a alegria que eu tento dar àquEle que abriu mão de sua Soberania, vontade e vida pra eu que eu pudesse ser filha de Deus.

Glória a Deus por aquela oração. Hoje eu tenho consciência do que ela significou, só hoje - hoje mesmo! Porque só agora eu posso ver o quadro com várias pinceladas de Deus. Foi um momento lindo que vou guardar na memória, mas não foi simplesmente a música, altura ou lugar que deu a essa oração o valor que ela teve e, sim, a sinceridade do meu coração para com Ele. Isso não depende do contexto ou cenário, depende somente da vontade de cada um.
"Childhood runs across the meadow
Taken in the night

Told it will be working

In the city for a while


Staring from the windows
Leaning in the door

Flickering like a candle
Lying on the floor


Say a prayer

Say a prayer

In the night
Say a prayer

Say a prayer
In the night


Childhood working with your papa

Chained to your mom

This is all you live for

Debts that linger on


Bearing all the glory

Bearing all the weight

Knowledge of such hardship

At such a tender age"
[Do álbum, Tell me What You Know]